segunda-feira, 29 de junho de 2009

A decisão fajuta do Supremo

Diploma de Jornalismo no Brasil – Oito votos a um. Esse foi o placar humilhante que os jornalistas brasileiros sofreram dia 17 de junho, um dia que vai ficar marcado por muitos como o atentado a seriedade de fazer notícia no país.

São Luis – Na capital, pouco se foi feito para mudar este quadro, enquanto, em muitas outras cidades, milhares de estudantes e jornalistas foram às ruas mostrar para a população o erro que o Supremo cometeu, aqui ficamos estarrecidos, paralisados com tal decisão.

Na UFMA – Na semana passada, algumas pessoas decidiram discutir o assunto no anfiteatro de comunicação. Muito se falou, professores novos da UFMA falaram, discursaram de maneira linda, alguns alunos pensaram em uma conferência de comunicação para se discutir o problema. Em geral, muitos presentes deram ideias mirabolantes para que se fosse feito algo. Mas ao final de tudo o que se percebeu foi que muito se fala e nada se faz, e assim vamos continuando com o jornalismo amador do nosso estado, onde nunca se precisou de um diploma de jornalismo para exercer essa profissão.

A ideia por traz da decisão fajuta – Como se tem percebido, ao longo dos anos, principalmente no governo Lula, a – imprensa-mídia-jornalismo – tem escancarado as portas do Congresso Nacional com denúncias de irregularidades cometidas por centenas de políticos corruptos. Com a imprensa, se descobriu o mensalão. Com ela em cima, várias CPIs tem sido abertas o que fez – quando não deu em pizza – com que vários políticos da banda podre tenham se sujado e algumas vezes renunciado aos seus respectivos cargos. Agora foi a hora desses mesmos políticos cansados dessa invasão de privacidade tomar uma decisão, afinal no Brasil o povo tem que ser apenas a plateia de um grande espetáculo grotesco chamado Brasília, e a imprensa tem atrapalhado esse circo.


Saiba mais!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Da atual (in)comunicação para um caminho de difusão

Está surgindo, diante de nossos olhos, um novo paradigma em meio às tendências de comunicação pelo globo. O modelo denominado de comunicação compartilhada promete, nas próximas décadas, mudar o rumo da atual comunicação de massa. A interatividade desse novo exemplo traz consigo um conceito construído e amadurecido por diversos grupos, instituições e movimentos sociais marcados pela luta da diversidade e democracia da comunicação. Segundo o jornalista e sociólogo Ignacio Ramonet, autor de a Post-Télévision; Guerres du XXI e siècle, - inédito no Brasil –, durante muito tempo a comunicação foi algo que libertava, porque significava difusão do saber, do conhecimento e da razão contra as superstições e obscurantismos. Agora, cada vez mais, nas mãos de grupos econômicos planetários e de empresas globais, ela exerce uma espécie de tirania que faz com que o pluralismo, a independência e a democracia estejam em crise.

Se contrapondo a esta atual situação, a comunicação compartilhada supõe o desafio de democratizar os conhecimentos e as ferramentas para a comunicação, gerar espaços para a articulação e garantir o livre fluxo de informação, circulação e a difusão de conhecimentos.

Para isso, adventos de ferramentas como blogs, twitters, podcasting, sites como o YouTube, Orkut ou até mesmo o MSN permitem, em teoria, que qualquer ser humano seja um fabricante de conteúdos informativos. Além disso, o público — em especial as novas gerações — vai, aos poucos, abandonando os mega conglomerados de comunicação, ocasionando em uma procura crescente por conteúdos cada vez mais marcados pela variedade. Essa multiplicação de emissores tem se tornado um antídoto contra o monopólio das comunicações mundiais, o que faz com que a tarefa principal das mídias livres seja cumprida.

No Brasil, a comunicação compartilhada começou a ser discutida na 1ª edição do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, em 2002 e de lá pra cá vários avanços conseguiram ser realizados. No âmbito acadêmico, o aumento da reflexão sobre os serviços públicos de comunicação, em particular na televisão e rádio, tem aberto discussões para fóruns e debates que visam a partir dessa comunicação ter uma apropriada “ampliação de vozes”.

Para Ramonet, “os meios privados tem começado a se tocar que o poder foi reduzido e que agora diante da crise o poder midiático também está debilitado perante os novos meios que aparecem a cada dia. Ou seja, os meios que eram tão dominantes antes, hoje estão dominando menos”.

Com isso, o fortalecimento das mídias livres, a partir da comunicação compartilhada, tem criado novos desafios como ampliar o alcance para se chegar a setores que ainda não tomaram contato com essa nova realidade. E, acima de tudo, persistir com resistência à lógica da comunicação-mercado gerida e controlada pelos conglomerados que a todo instante se contrapõem à troca solidária, social, cultural e política de informações para uma verdadeira difusão de conhecimentos.


Saiba mais!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Pior que fila de SUS só mesmo a fila do RU

Ainda muito longe das adequações necessárias para oferecer melhor atendimento aos estudantes e funcionários da UFMA, o Restaurante Universitário tem sido fonte de enormes críticas e descontentamentos. Mesmo com todas as promessas feitas ao longo dos anos pela UFMA para a melhoria do RU, estudantes afirmam que as medidas tomadas, na verdade, não passam de um mar de soluções paliativas que na prática não resultam em nenhuma mudança no funcionamento do local.

Para a estudante de Serviço Social, Lorena Rabelo, que utiliza o serviço do Restaurante Universitário três vezes por semana, a demora no atendimento demonstra um verdadeiro descaso com os estudantes. “É um absurdo essa demora toda em atender os estudantes. Como tenho aula pela manhã, minhas amigas têm que sair antes do último horário para podermos marcar lugar e não perder a aula do turno da tarde”, diz ela. A estudante afirma ainda que chega a perder cerca de 40 minutos na fila para almoçar. “Várias vezes chego a ter que esperar mais de 40 minutos na fila por conta de gente que entra e fura a fila na maior cara de pau”, finaliza indignada.

Reformas no RU – Desde outubro de 2008 o RU vem passando por algumas reformas. O local sofreu reparos em sua estrutura e recebeu alguns equipamentos para a melhoria do funcionamento. O restaurante adquiriu uma máquina de resíduos sólidos, um processador de alimentos, além de duas frigideiras basculantes com capacidade para 100 litros que, segundo a responsável pelo restaurante - a nutricionista Isabela Calado -, estão agilizando o processo de preparo de alguns alimentos.

De acordo com a estudante de História, Yasmin Araújo, o pouco espaço da área de entrada do restaurante e a existência de apenas uma catraca eletrônica possibilitam um aumento na demora para o almoço. “Além de a área ser pequena, comparado à quantidade de gente que se tem, acho muito ruim só uma catraca”, alerta a estudante.

Invasão na Reitora - Em 2007, ainda sob a administração do reitor Fernando Ramos, a gestão do DCE na época ocupou e permaneceu durante oito dias na reitoria da UFMA. Entre as principais reivindicações estava a expansão do espaço do RU, algo que gerou um acordo que poria em prática essa exigência. Mas o que se percebe ao longo do tempo, é que o lado interditado do restaurante ainda encontra-se fechado e os estudantes são obrigados a permanecer horas na fila.

Para o coordenador geral do DCE, Gustavo Santos, a abertura total do RU é uma luta histórica que a Universidade promete atender ao movimento estudantil e fruto de vários movimentos, tais como a CATRACA LIVRE.

Sobre os principais problemas enfrentados pelos estudantes, a reitoria afirma que já estão sendo feitas aquisição de catracas eletrônicas que prometem maior agilidade na entrada do RU. No entanto, os cartões que permitirão tal acesso não foram confeccionados e o cadastramento da medida ainda não se estendeu aos alunos, ficando restrito até agora aos funcionários.

Sobre as refeições, o DCE aponta para a necessidade da gratuidade, visto que Instituições como a UEMA oferecem refeições gratuitas diariamente. “Em 1995, o então presidente da Republica, Fernando Henrique Cardoso, vetou um direito que as universidades tinham de receber uma verba específica para os RU's, garantindo a gratuidade aos estudantes brasileiros. No contexto UFMA, o DCE "17 de Setembro", gestão "Somos quem podemos ser" prega e luta pela volta desta verba que se destina e garante a gratuidade do RU”, pronuncia Gustavo.

Em resposta, a UFMA informa que gasta anualmente 1,4 milhões de reais em investimentos no restaurante, sendo que recebe apenas 80 mil reais das vendas de tickets e cobre os gastos com taxas de concursos e do vestibular que a Instituição oferece.

A UFMA também aponta outras melhorias, como a aquisição de fornos combinados, carros térmicos de distribuição de alimentos e mesas com bancos acoplados, mas não consegue explicar porque a construção de vias de acesso para portadores de necessidades especiais ainda não começou.

Em novembro de 2008, o diretor do Departamento de Projetos e Obras (Depro) da Prefeitura de Campus afirmou que as obras das rampas de acesso da área vivência para a frente do Restaurante Universitário seriam iniciadas em dezembro, com previsão de conclusão para março de 2009. Mas o que se vê diariamente são cadeirantes obrigados a contar com a bondade alheia para realizar as suas refeições, sendo submetidos ao constrangimento e risco de atravessar as vias de acesso ao RU.



Saiba mais!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Suplica não só Cearense




Sem Comentários!

Tentei elaborar um texto para este post, mas cheguei à conclusão que o vídeo e a musica falam mais do que qualquer palavra que fosse escrita.


Saiba mais!

sábado, 30 de maio de 2009

Não eram só pijamas

Baseado no livro homônimo do romancista alemão John Boyne, o filme O menino do pijama listrado (2007) traz à tona um tema incapaz de ser pensado quando se trata de Segunda Guerra Mundial: a amizade entre um judeu e um herdeiro do nazismo.
Mark Herman, diretor e roteirista da produção, ficou conhecido na comédia romântica Hope Springs- Um lugar para Sonhar (2003), mas somente veio a consagrar-se ao adaptar o livro de John Boyne às telas do cinema.

Contextualizado em um período conturbado da história mundial, ou seja, durante a Segunda Guerra, o longa conta a história de um garoto de 9 anos que é obrigado a mudar de residência devido a ordens de Adolf Hitler ao seu pai, soldado nazista.

A família de Bruno (Asa Butterfield) é orientada a sair de sua bela mansão em Berlim para morar próximo ao famoso campo de concentração de Auschwitz, o que faz com que o garoto se distancie de crianças da sua idade e busque algo diferente em sua nova casa. Ao observar, da janela de seu quarto, uma movimentação de pessoas em um lugar - chamado por ele de fazenda - próximo à sua casa, Bruno decide aventurar-se por entre as florestas e descobrir o que há por trás dos pijamas listrados que vestem as pessoas que habitam aquela “fazenda”.

Ao desobedecer a sua mãe, belamente interpretada pela atriz Vera Farmiga, o menino conhece um mundo novo e completamente diferente do seu. Bruno conhece Shmuel, personagem interpretado pelo pequeno e gracioso Jack Scanlon, e que tem a idade de Bruno, mas vive uma realidade completamente diferente da de seu novo amigo. Ao longo do filme, os pequenos firmam uma amizade sólida e ingênua, em que a crueldade marcante pela Segunda Guerra Mundial, personificada na pessoa de Hitler, é vista de forma ingênua e despercebida sob os olhos de duas crianças.

Para quem gosta de surpresas em finais de filmes, O Menino do Pijama Listrado emociona e cativa de forma surpreendente aqueles que se mantém presos à idéia de que guerra é sinônimo de tristeza.

Instigante em seus momentos finais, o último suspiro do filme direciona os espectadores a uma conclusão raramente abordada por grandes cineastas especialistas em guerras mundiais: a prova de que os nazistas puderam saborear o próprio veneno.

De forma sutil, o drama supera a ausência de objetividade expressa no livro ao qual deu origem à produção.

Por: Andréa Barros



Saiba mais!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

5ª edição do Concurso Universitário de Jornalismo CNN

O Concurso Universitário de Jornalismo CNN é um evento nacional de cunho cultural, promovido pela Turner International - e aberto exclusivamente a estudantes de jornalismo. O tema deste ano é a O uso da tecnologia no desenvolvimento social e o objetivo é incentivar o desenvolvimento do talento dos participantes e premiar o seu desempenho na elaboração de matérias jornalísticas televisivas.

Se você é estudante de jornalismo, não deixe de participar e concorrer a uma viagem para visitar os estúdios da CNN International nos EUA, e ainda ver sua matéria exibida no canal CNN.

As inscrições que começaram no dia 24 de março podem ser feitas até dia 29 de junho de 2009.

Novidades do Concurso: A novidade de 2009 é que o estudante vai poder enviar o vídeo de até 2 minutos pelo You Tube, sendo que ele poderá produzir quantas matérias quiser.

Atenção: O concurso é válido somente para estudantes de jornalismo. O ganhador conhecerá os estúdios da CNN International, além de ter sua matéria exibida pelo canal.

Como Participar: [link para ficha de Inscrição]

Duvidas: e-mail: fred@ichimps.com.br ou pelo telefone: (11) 3711-8131



Saiba mais!