domingo, 15 de março de 2009

Da inocência infantil ao estrelato woollyoodiano

Nos moldes de Cidade de Deus (Fernando Meirelles), mas sem tantos palavrões.

Quem quer ser um milionário? conta uma história simples sobre a pobreza imensa que existe na Índia. Um país, hoje, em pleno desenvolvimento, mas que ainda esconde a obscuridade de uma pobreza em massa.

O longa-metragem descreve à trajetória de um garoto chamado Jamal, que logo cedo perde sua família em conflitos de terra na pobre Índia do final da década de 80. A trama se passa, hora em um jogo de televisão parecido com “o show do milhão” aqui do Brasil, hora com Jamal lembrando de sua terrível infância sofrida para se safar da prisão pela suspeita de fraude no programa de TV intitulado Quem quer ser um milionário?

Com performances individuais muito boas, podendo até mesmo uma delas ter sido indicada ao Oscar, - ressaltando que o filme ganhou oito estatuetas - mas pensando no simples fato de nenhum ator do filme permanecer ao mundo “hollywoodiano”, seria demais para a Academia.

A fotografia de Anthony Dod Mantle (O ultimo rei da Escócia) é perfeita, o roteiro falha um pouco em alguns momentos, mas nada que tire o brilho do filme que conta uma historia simples “sem muitos efeitos” de pobreza, amor e acima de tudo mudança.

A mistura de inocência e romantismo fez com que Quem quer ser um milionário? se tornasse o patinho feio do Oscar e desbancasse outros grandes filmes. Entre a crítica especializada, o filme Milk - A voz da liberdade, estreado por Sean Penn (Sobre Meninos e Lobos), deveria ter levado o Oscar de melhor filme.

Possivelmente não tenha sido erro algum dar um presentão de oito Oscar aos jovens e desconhecidos atores mirins da Índia que fizeram com que o filme saísse do anonimato diretamente para o auge do cinema mundial.

Vale à pena conferir o filme, afinal quem não tem curiosidade em saber se um garoto – derivado da extrema pobreza da Índia – será capaz de ganhar 20 milhões de rupias (moeda Indiana) que vale um pouco menos de um milhão de reais.


4 opiniões:

Marton Olympio disse...

Pois é.
Não vi o filme ainda.
Mas tenho pra mim que Danny Boyle, antes do Oscar, já era um dos melhores diretores da sua direção.
O único senão, talvez o imcrompreedido A PRAIA.
O resto, tudo dele é muuuuuuiiito bom.
Shine, Caiu do Céu, 28 dias depois, Transpoint, uma filmografia de respeito para um diretor muito criativo.
Vou ver e te respondo!

abraços!

http://martonolympio.blogspot.com/

Liliam Freitas disse...

Não vi o filme. O Título então é bem sugestivo: Quem quer ser um milionário?. E bem atual. A resposta: Eu. Brincando. Com 8 indicações ao Oscar e um orçamento pobrinho de U$ 15 milhões contra 13 indicações do maior concorrente e 150 milhões surpreendeu.
Convenceu a dura academia. Sempre dificil eleger, filmes diferentes com temáticas diversas. O bom é ir ao cinema e ver. Os atores mirins protagonistas vão sair da favelae terão acompanhamento para irem a escola. Coisas de filme, desse filme.

Liliam Freitas disse...

Sempre dificil também escrever sobre um filme. Não se pode entregá-lo muito, ao mesmo tempo q se ter qu ser crítico (ir até a raiz)

Tamara Maciel disse...

Assisti "Quem quer ser um milionário?" e confesso que essa coisa de ter saído dos tremendos efeitos especiais do cinema americano e mesmo asim ter conquistado a estatueta, foi uma grande surpresa, visto que grandes outros filmes podriam estar em tal posto. Mas isso não é uma crítica. Acho que o cinema está acompanhando o mundo como ele é e resgatando a realidade nua e crua para os olhos dos que buscam fortes emoções nas telinhas. Essa mudança de foco para mim significa uma grande injeção de conhecimento!