segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Terrorismo Urbano

A verdade inconveniente de andar pela Integração .
Momentos de agonia e terror foram vividos ontem por centenas de pessoas no terminal da integração Cohab-Cohatrac. .
No inicio da noite deste domingo meus olhos se depararam com uma cena terrível. Pessoas descendo do ônibus Raposa Araçagi, e logo uma pequena confusão, generalizada. Gritaria, pessoas correndo, e crianças chorando, no ônibus um empurra-empurra, e tudo por conta da falta de paciência ao descer do ônibus. Minutos se passando e a coisa ficando pior. Pessoas se aglomerando ao redor do ônibus, querendo ter uma melhor visão e no coletivo uma loucura, um quebra pau, aparentemente, por motivos banais. .
Alguns minutos depois, quando tudo parecia já estar calmo, um sujeito se levanta do ônibus e vai tirar satisfação com uma mulher no fundo que, com uma criança nos braços, gritava sem parar. O homem tira um pau de aproximadamente de sua mochila aponta e grita para que a mulher se retire do ônibus. O caos começa novamente, o marido olha a cena e não fica quieto, os dois começam uma luta até que um cai na plataforma, dois garotos que acompanhavam tudo decidem se meter. (dois meninos que pouco antes haviam se metido em uma pequena briga também dentro do terminal). .
Depois de derrubar o marido da mulher com a criança de colo o homem "com o pau" corre por toda a integração atrás dos meninos, que para ele queriam matá-lo, dá um golpe em um, que o garoto cai desesperadamente, o homem aponta para o garoto e grita “tu procura me respeitar seu pivete” dá-lhe outro golpe e sai se vangloriando, o garoto sai cambaleando e procura uma pedra, enquanto que seu amigo fica próximo olhando tudo. O sujeito se dirige para pegar o seu ônibus Cohatrac Rodoviária quando é surpreendido pelo garoto com uma pedra enorme, entra no ônibus e ameaça todo mundo dizendo que iria quebrar o ônibus todo, se ele não descesse. O homem com medo não desce, o garoto sobe e acerta a cabeça do sujeito, que começa a sangrar, o outro amigo do garoto chega com mais algumas pedras. .
Todas as pessoas no ônibus ficam desesperadas, e começam a descer, o homem pega a pedra e corre atrás do garoto, o garoto pega mais algumas pedras e o confronta. No rosto do homem apenas muito sangue em sua face negra. .
Em momento de fúria o garoto corre atrás do homem até que lhe acerta uma pedra de mais ou menos uns quatro quilos em suas costas, o homem corre para a lanchonete do terminal, o garoto e seu amigo vão atrás cheios de pedras, e o desespero dura por uns 15 minutos em frente à lanchonete. Os meninos querendo entrar a qualquer custo para matar o homem, e o povo se aglomerando ao redor. .
Minutos mais tarde a policia chega ao local, leva o homem e os garotos, depois de uns instantes, peguei o ônibus e fui à igreja, olho na janela e vejo os dois garotos na rua, rindo da baderna que tinham feito na Integração.

4 opiniões:

Andréa Barros disse...

a desordem e a falta de compreensão é sempre visível no terminal da cohab...tanto por parte dos funcinários [que estão sendo pagos para orientar os passageiros e organizar as plataformas do terminal] como por parte das pessoas que diariamente convivem com tal realidade...eu não consigo entender porque tanta diferença entre um terminal e outro...andei analisando os quatro principais terminais de são luís e percebi uma diferença enorme...mas enfim..são textos como esse q nos fazem perceber a incapacidade q o ser humano tem em respeitar a individualidade do outro...o espaço do outro...

adorei o texto

=)

melk jus disse...

meu deus !!!!essa é a nossa sociedade, é apenas fruto do que plantamos, individualismo que poderá nos destruir.

elson disse...

Uma cena que retrata a banalidade da violência que somos obrigados a conviver. A falta de compreensão e cordialidade alimenta o ódio e prolifera o terror. Bem, mas onde estava o policiamento? Será que as autoridades policiais só servem (ou aparecem) apenas para oprimir o estudante e os pobres assalariados que por ventura esquecem ou perdem a sua passagem. Uma cena que seria cômica se não fosse trágica.

Carlos disse...

panico na integração!!! é rapaz essa é a sociedade em que vivemos, a sociedade do espetáculo, onde tudo que acontece se torna um espetaculo para as nossas visões. existe algo de errado mas ninguem quer enxergar! preferem ficar com as suas vidinhas de caridade em seus mundinhos fechados, e os que estão de fora que se fodam!!!!