quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

“Nascendo e crescendo nos terrenos seus”


Ando estranho, sem graça, não sinto vontade de fazer nada, sinto como se tudo já tivesse ido, sinto um vazio, um enorme vazio.

Percebo que já não tenho nada, olho ao lado e o que vejo são teus olhos que tanto brilharam em minha frente que tanto me cegaram, compreendo que não vivo mais ao seu lado e a vida não se tornou mais empolgante, a vida não tem mais brilho.

Ando por andar, sempre tropeço, sempre caio e percebo que já não tenho mais força para continuar em pé, que meu alicerce já não vive mais comigo.

Vou a bares sozinho, bares sujos, bares onde pelo cheiro sinto que estou morto, sei que tornei as coisas mais difíceis, tornei tudo tão complexo, tornei tudo um nada.

Sinto saudades de nossas loucuras, de nossos devaneios pelo mundo achando tudo belo, tudo lindo, afinal estávamos juntos em um só corpo, éramos um só e o que fiz, tornei tudo ridículo.

Acordei e senti sua falta, senti o seu cheiro e cheguei à conclusão que o seu perfume, em mim, está acabando, o tempo está levando, tudo está passando.

Ando me perdendo olhando as estrelas, olhando para os lados, com a única certeza de que a única coisa boa e fiel que fiz foi lhe deixar, lhe tirar deste sufoco que é viver com uma pessoa completamente frustrada com seus sentimentos, com sua existência.

Penso muito em nós dois, sei que daqui a um tempo isso será mais remoto, mas tenho a certeza, você sempre me fez e sempre me fará bem.


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1º Laboratório Internacional de Mídias Livres


A cidade de São Luís sediará uma experiência pioneira no mundo, o primeiro Laboratório Internacional de Mídias Livres. O evento será realizado no período entre 22 e 24 de janeiro, antecedendo o Fórum de Mídias Livres, encontro que faz parte da programação do Fórum Social Mundial.

O Laboratório Internacional de Mídias Livres tem como objetivo reunir midialivristas, midiativistas, comunicadores populares, comunicólogos, artistas, produtores culturais, enfim, pessoas que acreditam na comunicação livre, no fim dos monopólios, na democratização ou socialização dos meios de comunicação, para discutir o tema mídias livres e produzir novos formatos através da experimentação e troca de idéias. O laboratório será também um espaço para formação de midiativistas que contribuam para a democratização dos meios de comunicação e a inclusão de novos difusores.

A criação do laboratório é uma iniciativa de jornalistas do Brasil e do mundo que estão a caminho de mais um Fórum Social Mundial, que será realizado de 27 de janeiro a 1º de fevereiro de 2009 em Belém. Eles decidiram organizar-se em um encontro preparatório, uma espécie de concentração para este imenso fórum. Recentemente estiveram em São Luís para mobilizar pessoas e formar uma comissão organizadora local. A comissão formada por comunicólogos, midíativistas e estudantes de Comunicação Social está trabalhando a todo vapor para que esta primeira experiência seja bem sucedida e que tenha como resultado a criação de um laboratório permanente de mídias livres no Maranhão.

A programação já está sendo montada e incluirá conferências com grandes nomes nacionais e internacionais, debates em mesas redondas, oficinas, shows, intervenções urbanas e principalmente a experimentação de diferentes linguagens culturais e comunicativas. As diversas atividades acontecerão teatros, auditórios, ruas e praças do Centro Histórico de São Luís. A expectativa da organização do evento é de que mais de 800 pessoas participem do Laboratório Internacional de Mídias Livres.

As inscrições do evento já estão abertas.

Para mais informações acesse o site: www.laboratoriodemidiaslivres.org


O quê: Laboratório Internacional de Mídias Livres.

Quando: De 22 a 24 de janeiro.

Onde: Praia Grande, São Luís, Maranhão.



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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Feira livre da Praia Grande, um retrato do descaso

foto: Frank Lima

18 anos de feira livre da Praia Grande, e o problema continua o mesmo, no local, muita sujeira e feirantes trabalhando sem uma mínima condição de higiene.

Cerca de 600 feirantes, (este é o numero divulgado pela Associação dos Feirantes de São Luís) trabalham todas as quintas-feiras na feira livre que fica ao lado do terminal de ônibus.

Em dias muito movimentados chega a receber cerca de 1500 consumidores, que por diversos motivos, alguns culturais outros financeiros, vão a feira para fazerem suas compras e também reverem seus amigos, mesmo com uma movimentação tão intensa de pessoas, nossa equipe registrou que em nenhum momento a higiene predomina no local, crianças brincando em lamas, barracas completamente inadequadas, vendedores “despreparados”. Este é o retrato de uma das feiras mais antigas da capital, conhecida por seu uma das mais sujas do estado.

Sem infra-estrutura alguma, os feirantes se desdobram de um lado para o outro para não perderem seus clientes, que parecem não ligar muito para a falta de higiene, perguntados sobre o assunto, alguns consumidores afirmaram que não reparam muito para a higiene do local, e que geralmente compram na feira porque são muito bem tratados pelos feirantes além do preço que conta muito na compra.

Os fiscais da prefeitura afirmam que a falta de higiene existe por que os feirantes não se preocupam em limpar as suas barracas, então a sujeira fica até o final da feira que termina por volta de umas 21h00.

Os feirantes se defendem dizendo que já tentaram muitas vezes um apoio maior da prefeitura, mas nunca são atendidos, e que fazem o que podem para manter a feira limpa e adequada para a movimentação dos consumidores e das mercadorias.

Os guardas municipais que tomam conta do local concordam com os fiscais, de acordo com os guardas, muitos feirantes terminam de atender o consumidor e raramente lavam as mãos, o que sobra da venda geralmente fica ao lado da barraca e o vendedor nem se preocupa em limpar o local, “meu amigo imagine 500, 600 feirantes em uma feira e nem uma preocupação em limpeza, aí já viu né?”, indaga um guarda.

Além da sujeira em volta da feira, alguns feirantes dizem que muitos consumidores são assaltados no local, e que a movimentação de marginais é constante no local, “o local sempre conta com a presença de 7 guardas e duas viaturas” afirma Geraldo Bezerra de Araújo, 42, responsável pela segurança no local, “nós mantemos a ordem aqui, o problema é que algumas pessoas são assaltadas já na saída da feira e nós somos responsáveis pelo local da feira, passou da parada já não é com agente, mas sempre damos um apoio em geral para com a população”, de acordo com sargento Bezerra um dos grandes problemas enfrentados pelo policiamento no local, são as notas falsas que aparecem no local, e muitos vendedores não participam a polícia do ocorrido, que fica sabendo as vezes depois de alguns dias.



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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Favela "movie" na Record


Estréia hoje, na emissora Record a mais nova “favela movie” do Brasil, com atores de tropa de elite[o filme] “A lei e o crime” será mais um retrato da problemática dos morros cariocas.

Orçado em 500 mil por capítulo, bem acima das novelas bestas e idiotas de sua concorrente Globo, a série será mais uma a romper com os moldes de mostrar uma favela sempre bonitinha, onde o povo não sofre, tudo é lindo e todo barraco parece mais uma mansão, que é o que faz a “TV globinho”.

A idéia de mostrar a verdadeira faceta da favela é interessante, tomando por partida que hoje em dia pobre se acostumou a olhar pobre também na televisão.

Antigamente, os pobres não gostavam de ver seus retratos nas telinhas, mas depois do sucesso de Cidade de Deus e seus derivados, percebemos que a ficha caiu.

A própria Globo sempre oportunista percebeu o sucesso de relatar a pobreza defasada das pessoas, e tratou logo de fazer algumas séries sobre o tema, com nomes que não vou citar para não fazer propaganda a emissora dos donos das “terras” brasileiras, “os marinhos”.

Mas como diria o escritor Dias Gomes "Nem adianta criar pobre, a Globo não sabe fazer. Você coloca um barraco no texto, e eles já transformam em mansão".

O mérito fica com a Record cada vez mais inovando em sua temática televisiva. Muito ainda tem que ser feito, afinal a disputa com a “reacionária” Globo é grande, mas a Record está mostrando que em título de novelas com retrato da realidade, a batalha já esta ganha, só falta agora ganhar a guerra.


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Frase do dia


“Sou um admirador da cultura brasileira, não há nada de anti-brasileirismo nesta opinião. O que há é a constatação de que com a adoção do acordo ortográfico – se é que ele chegará a entrar em vigor – é evidente que as entidades produtoras de material impresso sediadas no Brasil tirarão daí grandes vantagens”.


Graça Moura - deputado do Parlamento europeu



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domingo, 4 de janeiro de 2009

Também já tivemos um presidente negro


Dia 20 de janeiro de 2009 será um dia histórico para o mundo, pois teremos a posse do primeiro negro no posto mais alto da Casa Branca “sede do governo” dos Estados Unidos [não, ele não entrou por cotas na presidência] seu nome, Barack Obama, pai de duas lindas garotinhas e muito bem casado.

Aqui no Brasil o momento histórico se deu há 100 anos, exatamente em 14 de junho de 1909, quando colocamos um negro no poder máximo de nosso país, o que muitos até hoje não sabem. [sim, também já tivemos um negro em nossa presidência].

Seu nome, Nilo Procópio Peçanha, que sucedeu o então Presidente Afonso Pena depois do próprio ter falecido.

Nilo Peçanha, considerado mulato em seu tempo, era filho de uma importante família política fluminense, o que fez com que se tornasse político.

Nilo era sempre ridicularizado pela imprensa da época com ofensas a sua cor da pele, alguns até hoje afirmam que suas fotografias oficiais da republica eram retocadas para clarear sua pele para que não fosse tão discriminado.

Seu governo foi curto, ficou no poder até 15 de novembro de 1910, mas Nilo Peçanha em pouco tempo teve a audácia de criar o Serviço de Proteção aos Índios (SPI), que posteriormente iria originar a FUNAI (Fundação Nacional do Índio).

Outras conquistas do seu governo breve foram, a implementação de redes de saneamento básico na Baixada Fluminense e a criação do Ministério da Agricultura, Comércio e Indústria, desmembrado do antigo Ministério da Viação e Obras, além da inauguração das escolas técnicas no país.

Depois da presidência, Nilo Peçanha ainda chegou a ser governador do Rio de Janeiro e depois Ministro das Relações Exteriores do Brasil.

Faleceu em 1924, na cidade do Rio, aos 56 anos, já afastado da vida política.


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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Nova ortografia não “inflói nem contribói”

Cerca de oito paises falam português no mundo, isso da mais de 200 milhões de usuários, o que nos torna a quinta língua mais falada no globo.

Possuímos duas grafias oficiais; a portuguesa e a brasileira, a portuguesa é a que mais influência os outros países [Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste] que, junto ao Brasil e Portugal formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Aqui no Brasil fala-se que, a nova ortografia irá trazer muitos benefícios, dentre eles, uma melhor circulação dos livros escritos em Portugal e de acordo com muitos estudiosos facilitará o intercâmbio cultural entre os países que falam português.

Bom, até aí tudo bem, mas colocando os pingos nos is, e prestando atenção, a nova ortografia será voltada apenas para os letrados.

Vivemos em um país onde poucas pessoas leem “nova ortografia” onde poucas realmente dominam a nossa língua e nossa ortografia, e onde os livros não chegam a população.

Então pra que tamanha preocupação em mudar nossa ortografia? Tudo bem que apenas 2% de nossa escrita estará dizimada, mas e aqueles que já se acostumaram com a maneira antiga de escrever e os que nunca se acostumaram, como ficam?

A preocupação de nosso governo deveria ser em unificar o nosso povo através da nossa leitura, incentivar o povo a ler, distribuir livros àqueles que não tem acesso, afinal se não lemos nem nossa literatura, que diabo que temos que ler a literatura dos outros, temos que dar mais valor a nossa cultura, o saudoso Betinho sempre falava que só se faz um grande país através de grandes leitores.

E isto não acontece no nosso país, para se ter uma idéia da dimensão do problema, no Brasil, temos um total de 2.680 livrarias para cerca de 180 milhões de habitantes e 68% destas livrarias, ficam no Sudeste e Sul do país de acordo com a Associação Nacional de Livrarias (ANL).

Segundo dados da Unesco, são necessários três fatores para que existam leitores em um país.

1. O livro deve estar em um lugar privilegiado no imaginário nacional.

2. É preciso que existam famílias de leitores.

3. A escola deve saber formar leitores.

Estamos perdidos, porque aqui o que toma conta do nosso imaginário, é nada mais nada menos que a nossa querida TV, defasada mas sempre presente no nosso cotidiano, famílias de leitores nem pensar, e a escola não ajuda e as vezes só atrapalha.

E o governo ainda vem com essa idéia de nova ortografia.



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